sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Borboleta



Por entre os raios de sol, uma borboleta voava e nas suas asas transportava a magia dos seus sonhos e uma beleza invejável.



É por intermédio das asas da borboleta, que esta ganha vida, voando por este imenso céu azul ao encontro do sol dourado.


As borboletas tornam o céu num belo arco-íris com todas as suas cores, e deslumbram todos aqueles que as observam, com os seus altos voos por meio do horizonte. Todos aqui em baixo as invejamos pela sua eterna liberdade, e nas suas asas vejo reflectido um sonho que é meu... o sonho de ser livre.



Observo-as atentamente, e surge em mim um desejo enorme de me tornar numa borboleta, num ser tão belo, que em suas asas possui o poder da liberdade.


Este desejo alastra pelo meu coração, e tomo nas minhas mãos uma pequena borboleta. Fecho-a por entre as minhas mão, com receio de que ele me abandone voando, quero toma-la para mim, guarda-la no meu coração e tornar-me como ela. Com algum receio abro um pouco as mãos, espreito e noto que a sua beleza desvaneceu. Compreendo agora que a grande beleza da borboleta, é a sua liberdade. A borboleta inicia agora uma luta incessante por entre as minhas mãos com as suas asas, tentando libertar-se, fico triste e percebo o grande erro que cometi, e entendo o sofrimento e a tristeza que causei na borboleta. A sua liberdade foi-lhe roubada por mim, sente-se presa e perdida tal como eu, mas a sua libertação depende unicamente de mim.



Abrem-se as minhas mãos sem qualquer esforço, a borboleta voa agora para longe, voa como se não houvesse amanhã, agradecendo a sua liberdade, o seu olhar se prende agora no seu voo como sendo o seu grande e imenso tesouro, o bater das suas asas cheias de magia cobrem agora o seu com o seu brilho e esplendor ainda maior.



No meu coração permanece o desejo de ser como aquele ela, ter a sua beleza, mas sobretudo, ter as suas asas e poder ter também em mim aquela liberdade.


Entusiasmo-me grito bem alto "SE LIVRE, AMA A TUA LIBERDADE, NÃO DEIXES QUE NINGUÉM TE A TIRE POIS ELA É O TEU BEM MAIS PRECIOSO!".

(Por favor respeite os direitos de autor)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Meu Anjo Negro


Nesta noite escura, ele desce da lua onde está sentado a velar por mim, guardando a minha vida, como se guardasse um tesouro, transformasse no meu anjo negro, e vêm até mim.

Este meu anjo negro tem a alma de guerreiro, protegendo-me de todos os perigos e preocupações por entre o aconchego das suas asas, ali, junto do seu peito, encontro paz e serenidade para o meu coração.

Pelo seu olhar meigo e carinhoso me apaixonei, e desde logo senti que ali estava um chamamento, aquele anjo revelou-se pra mim a minha interna paixão, e a minha verdadeira razão de viver, ele é o meu porto de abrigo, no qual me sinto totalmente protegida.

À noite e no meio da escuridão, me encontro com ele em segredo, pelos meus sonhos, e neles me sinto novamente envolvida pelos seus braços, sentindo os seus lábios suaves na minha pele, o aroma do seu perfume.

Deixamos-nos levar pela paixão, que nos envolve de forma tão intensa, que se torna difícil de transmiti-la por palavras. Os instantes que passamos juntos tornam-se demasiado ínfimos, e quando nos apercebemos, já é tarde... é de madrugada, em breve o sol irá raiar, é chegada a hora da despedida, e ambos nos cingimos num abraço e num beijo, tão terno e demorado, que vai arrancando dos nossos olhos finas lágrimas de saudade e tristeza.

Meu anjo negro voa neste preciso momento, seguindo até a lua, ali ficará a espera, ansioso pelo próximo encontro.

Também eu permaneço a espera, já com imensa saudade no meu coração, daqueles tão belos e eternos momentos de amor.

(Por favor respeite os direitos de autor)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Amanhecer




O dia já amanheceu, eu permaneço por entre os lençóis tentando não despertar para esta infeliz e cruel realidade, tentando talvez pensar que ainda estou no meu porto de abrigo, em segurança, tentando provavelmente fingir que não estou neste lugar ausente de todo.



Triste se torna o momento em que acordo e percebo que aquele breve momento de tranquilidade e paz não passou de um breve instante, um instante escasso que me escapa entre os dedos e o qual não consigo mais alcançar.



Reflicto... chego a conclusão que o que mais queria era dormir, pelo menos enquanto estiver por aqui, neste lugar tão frio e escuro de ausência de mim, assim não existiria sofrimento nem angústia, ou até mesmo solidão, caso exista não a sinto, pois encontro-me completamente adormecida e perdida num lugar incerto e distante.



Recuso-me a ter que abrir os olhos e deparar-me com este lugar ao qual não pertenço, sinto-me perdida, recuso-me a acordar e ter de sentir de novo está amargura que invade o meu peito sempre que desperto, e me torno novamente num ser gélido, que se fecha em si próprio e afasta todos os que se aproximam, o meu interior tenta lutar contra este ser miserável no qual me torno, que se vai apoderando do meu ser graças a minha fragilidade, mas este ser é mais forte que eu, e acaba por vencer esta batalha.



Com o tempo aprendi a não ter medo do escuro, pois nem sempre a luz está por perto. O mesmo aprendi quanto a saudade, a amargura e a solidão, a diferença é que agora todos eles se juntaram e tornaram a minha vida numa escuridão maior que a das próprias trevas.



Preciso de voltar para o meu porto de abrigo, necessito de voltar, ou este ser e a própria escuridão irão apoderar-se de mim de forma irreversível, preciso de me sentir, de sentir o meu próprio eu novamente.
(Por favor respeite os direitos de autor)

domingo, 2 de agosto de 2009

Alma Perdida

Uma Alma Perdida é uma alma que entre tantas outras vagueia sem destino. Alma que procura o seu próprio eu e não o encontra. Alma que busca incessantemente alguém que lhe estenda a mão e diga "Estou Aqui, ESTE É O TEU CAMINHO". Eu sou uma destas almas, assim senti ontem, assim sinto hoje e assim sentirei amanhã.

A minha vida tornou-se numa constante batalha na qual tento vencer. Traduz-se numa luta diária contra o meu próprio eu, contra o meu próprio ser, é por vezes um autêntico mar de ilusões e falsidade no qual me vejo infeliz por todo aquilo que me rodeia e pelo ser em que neste preciso momento me torno.

Não sei mais quem sou, nem a que lugar pertenço, apenas sei que neste momento não pertenço a lugar algum que seja seguro, pois estou longe do meu porto de abrigo, estou tão longe que o sangue me gela nas veias e me torna neste ser frio e obscuro, um grito é arrancado de mim "QUERO LIBERTAR-ME", e nada acontece, apenas o silêncio permanece.

Estes segundos que passam tornam-se horas, e estas horas para mim são anos perdida no meio da escuridão...

Só me resta esperar e lutar contra este ser miserável em que me vou tornando aos poucos, e com o qual me vou debater até te alcançar...

(Por favor respeite os direitos de autor)